Pular para o conteúdo principal

Postagens

Mostrando postagens de Janeiro, 2012

Gente feito eu e você

Gente procurando sonhos Gente procurando abrigo Gente procurando meios de se resolver
Gente procurando alento Gente procurando anseios Gente procurando aquilo que que não quer dizer
Gente interessante Gente inteligente Gente feito eu e você
Eu e você, eu você Gente feito a gente Gente feito eu e você
Gente que se desencontra Gente que se desentende Gente que se atropela sem se perceber
Gente que se esconde de um amor antigo Aquilo que é reprimido Que a gente quer esquecer
Gente que quer se beijar Gente que ser tocar Gente que quer terminar na mesma cama
Gente que sente no olhar A energia que passa De duas pessoas que podem se amar
Eu e você, eu você Gente feito a gente Gente feito eu e você
Gente procurando gente E a pergunta que é latente Da resposta de gente que nunca se encontra
Porque eu e você A gente não se junta Pela vida toda?
Gente feito você que quando acariciada Entrega toda sua alma Pra gente feito eu
A gente anda sutilmente Assim bem devagarzinho Pra gente nunca se ar…

Os altos e baixos

Me curvo as curvas,
me turvo nas curvas turvas
ou me titubeio em  retas sem nas curvas me turvar?



Os altos e baixos em todos seus opostos e contrários, os momentos de bem e de não bem, de alegria e falta dela, as curvas da vida
As curvas da vida são diferentes das curvas do horizonte e mais ainda das curvas do corpo da bela moça, diferentes das curvas do corcovado e das curvas não turvas das ondas formadas no lago envolto na alva neblina da manhã. As curvas da vida não são estradas, são sim graduais, mas não é um percusso delimitado, que se vê o fim e é limitado, nem previsto, preposto.

O que são altos e baixos na vida? O que são essas curvas, meu deus?
Seria as alternâncias do  meu extrato bancário ou a beleza e inteligencia da minha ultima relação amorosa que a mesma hora vai e hora vem,  minha carreira artística e profissional que me ocupa e preocupa,  minha família que tem dificuldade de entender minhas decisões, mas que me ama, sem titubeios Ou meu titubear em escolhas e vontades d…

Um produto humano

Aos poucos vamos perdendo o brilho, a força, o vigor, a paciência já não é a mesma, as vontades já não são as mesmas, a gente se perde no próprio cansaço e deixa nascer a frustração. Os sorrisos são limitados e tudo que proporciona algum tipo de prazer se torna a válvula de escape, talvez daí nasça os vícios. Nos colamos em um vazio e é o que sentimos, procuramos fazer qualquer mudança, mesmo que seja mínima como mudar os móveis ou o caminho pro trabalho, pra suprir essa sensação de falta daquilo que não se define claramente, mas a sensação não passa. Entendemos como uma forma comportamental aquilo que é mais profundo. É difícil concluir se a frustração é uma extensão da insatisfação ou vice e versa. Na verdade o que sentimos é tão forte e intenso que parece vir da alma pra garganta a vontade de grito. A tolerância zera. Podemos atribuir tudo isso como efeito colateral do moderno mundo capitalista ou assumir que é a covardia de não viver as vontades da alma e do espírito, é o medo de…

Vída

No dia meu aniversário fiz





Vida embaraça enlaça
Roda, gira e golpeia
Manhosa doce, perneia
Caminha no vento por praças
Roça estradas na beira
Tira "a pedra do caminho"
Coloca caminhos na pedra

Ensina dança ao menino
A menina prende no castelo
Ensina a bela canto lírico
Mostra o menino a sela
Ensina a montar no cavalo
Faz aprender com as quedas
Resgata a alma da menina
Com o beijo do amor verdadeiro

Perde prestigio ao destino
Danado leva todo crédito
Vida de tantas andanças
Bagagem, ainda é criança

Vida que só começando
Embalou Deus em seu manto
Vida que deu vida a morte
Morte não dá fim a vida
Vida que nunca definha
Mantem-se diante do tempo
Vida que ainda novinha
E nada existe mais velho.

A cor do medo

Dizer que o medo é a ausência de sentimentos é errôneo, essa seria a covardia, a falta de toda nobreza de alguns sentimentos e a pobreza de outros, que por lógica teria como cor a negra, que é a falta de todas as cores, mas também a mesma lógica contradiz a crença popular onde é atribuída a cor branca à paz, uma vez que o silogismo levaria a atribuir esta cor à confusão, já que poderia ser a mistura de todos os sentimentos (uma grande confusão) como a cor branca é a mistura de todas as cores.  O medo é situação, é a temperatura, sim a temperatura, como para uma química, você junta dois elementos, mas eles dependem da temperatura ideal para reação, o medo é a mistura de alguns sentimentos e a temperatura, o clima do momento que o faz surgir.  O verdadeiro medo é a incógnita, a ignorância, como toda mudança gera passar do conhecido para o desconhecido isso causa fobias em algumas pessoas, saber o que vai acontecer mesmo que seja a derrota não deve gerar medo e sim conformação ou força pa…

Sexo Irônico, social

Ela só queria meu sexo
Meu corpo pesado sobre o dela
Só queria meu beijo
Minhas palavras obscenas
Só me queria na  sua cama
Despido e desprovido de devesa
Entregue aos seus prazeres
As pulsões do seu corpo

Ela não queria meu romance
Não queria minha poesia
Ela não queria minha canção
Tão pouco ou menos meu coração
Mesmo que eu quisesse à entregar

Eu dei
Dei apenas o que podia
Apenas o que ela queria
Na esperança de fazer tão bem
Que depois ela queira mais
Mais daquilo que eu dei
Então mais que isso
Ela me deixasse me dar.


Louvei ao entender

E eu procurando as palavras certas pra me declarar
Tentando encaixar a melodia
Forçar um devaneio, uma Epifania
Quando Ele me tomou a Si
O Espírito

Me fez entender que tudo que eu sabia
Não me levaria a ganhar o Céu
Nem o que eu sentia era real
Mas era Deus
Mas era eu
Em ato de fé
Tão somente fé
Em pureza e fé

E o Espírito me deu
Àquilo que eu podia
Quando entendeu que tudo o que eu queria
Era Adorar

E eu que pensava que Ele me deixaria
Que a cada erro me castigaria
Quanto em nada me repudiou
Disse apenas creia o Pai me enviou

E o Espírito meu deu
Àquilo que eu podia
A revelação de Sua Sabedoria
Ciência de Fé inspirada pelo Senhor

Como relva verde de um novo dia
Feito um vaso novo Ele me fazia
Alabastro como Ele queria
Eu era barro nas mãos do Oleiro
Que era o Senhor


E o Espírito me deu
Àquilo que eu podia
Quando entendeu que tudo o que eu queria
Era Adorar
Adorar
Adorar

Adonai
Adorar
El Shadai
Adorar
Eloin
Adorar
Shalon
Adorar
Yeshua Hamashia


Minha crise é

Minha crise é em não atingir. Não é em atender as expectativas alheias, não é em suprir o orgulho da sociedade nem em massagear meu ego, mas em não atingir minha capacidade, não fazer aquilo que é acessível aos meus limites, não realizar a ação de totalidade que posso. Mergulhar dentro do texto e jogar pra cima as palavras certas, que encontram meu espírito, de nada me adiantam se aquilo que leio não produzir em mim vontade de exprimir o meu, de revelar meu ser em minha obra, em meu texto. Minha crise é em não conseguir absorver o suficiente para gerar um novo.Minha crise é ‘minha’ e nada do que escuto resolverá porque a solução partirá de dentro pra fora, no/do que entendo para o que faço, (quem sabe, talvez, algumas carícias me ascendam). Entretanto as minhas crises são sobre métodos, momentos e não quanto àquilo que sou, pois a árvore é conhecida pelo seu fruto, a goiabeira pode ter crises quanto a sua ramificação, seus galhos e caule mais nunca quanto a ser goiabeira porque ela pro…