Momento

sexta-feira, 31 de agosto de 2012 0 comentários
Momento
     



     Aquele momento em que a gente se perde em nossas confusões, desata o nó da mente e podemos ver no reflexo do espelho distorcido as decisões que tomamos e as que deveríamos tomar.
    Aquele momento em que se sabe que o certo é errado e que o errado é o que se deve fazer, onde as coisas que escolhemos não fazer são as que nos faltam.
    Aquele momento onde se perde a dimensão do tempo e apenas se deixa levar, em que se olha os passos dados, vê como as pegadas cresceram e como o caminho é mais deserto.
    Aquele momento em que os olhos passam a perceber além da luz, que o coração se cansa de perdoar e esquece de esquecer, traz tudo dentro de uma mala grande no peito.
    Aquele momento em que o corpo pesa, chama a cama, mas a alma ainda cansada chama outro corpo que as vezes não vem.
    Aquele momento em que as crises não são mais crises, vira cotidiano, em que tédio é rotina e monotonia é o café da manhã, onde a noite fica mais vazia e já não excita tanto quanto um dia foi interessante.
     Aquele momento que já não importa a opinião externa, o mundo é externo, em que "vive la vida loca" é "tanto faz, tanto fez".
     Aquele momento que se Deus existe é bom, se não, não sei, mas meus pecados são sempre meus, onde acreditar ou não acreditar é um mérito que nem sempre tô afim.
     Aquele momento em que o esforço é apenas pra não ter insonia  e tentar acompanhar o relógio, posto que sol e lua não são mais determinantes de tempo.
     Aquele momento que a imaginação dormindo perturba, os sonhos avisam da nescidade, das vontades, avisam da vida que já nem tem, que leva. 
    Aquele momento que é difícil continuar e desistir não é opção, aliás nada é opção, escolha é uma dádiva que as vezes nem percebe, mas sabe que pode, e que lhe falta força.
    Aquele momento que não há mais medo da escuridão, porque se mistura, em que o dia raia e clara alva trás o tempo nos braços e embala um novo trabalho na missão de viver.
   Aquele momento que companhia e solidão são sinônimos, que é visceral e nocivo à alegria toda vontade de paixão.
   Aquele momento que se necessita de compreensão, mas não está disposto a se fazer entender, que espera que se entenda por entender, por viver e o mesmo experimentar. 
     Aquele momento que se precisa de alguém, alguém que venha e traga sonhos, que traga força, que entenda a confusão, alguém que exige amor e que possa dar mais do que exigir.




Coisas Que Eu Sei
Danni Carlos


Eu quero ficar perto
De tudo que acho certo
Até o dia em que eu
Mudar de opinião
A minha experiência
Meu pacto com a ciência
Meu conhecimento
É minha distração...

Coisas que eu sei
Eu adivinho
Sem ninguém ter me contado
Coisas que eu sei
O meu rádio relógio
Mostra o tempo errado
Aperte o Play...

Eu gosto do meu quarto
Do meu desarrumado
Ninguém sabe mexer
Na minha confusão
É o meu ponto de vista
Não aceito turistas
Meu mundo tá fechado
Pra visitação...

Coisas que eu sei
O medo mora perto
Das idéias loucas
Coisas que eu sei
Se eu for eu vou assim
Não vou trocar de roupa
É minha lei...

Eu corto os meus dobrados
Acerto os meus pecados
Ninguém pergunta mais
Depois que eu já paguei
Eu vejo o filme em pausas
Eu imagino casas
Depois eu já nem lembro
Do que eu desenhei...

Coisas que eu sei
Não guardo mais agendas
No meu celular
Coisas que eu sei
Eu compro aparelhos
Que eu não sei usar
Eu já comprei...

As vezes dá preguiça
Na areia movediça
Quanto mais eu mexo
Mais afundo em mim
Eu moro num cenário
Do lado imaginário
Eu entro e saio sempre
Quando tô a fim...

Coisas que eu sei
As noites ficam claras
No raiar do dia
Coisas que eu sei
São coisas que antes
Eu somente não sabia...
Coisas que eu sei
As noites ficam claras
No raiar do dia
Coisas que eu sei
São coisas que antes
Eu somente não sabia...

Agora eu sei...
Agora eu sei...
Agora eu sei...
Ah! Ah! Agora eu sei...
Ah! Ah! Agora eu sei...
Ah! Ah! Agora eu sei...
Ah! Ah! Eu sei!

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