Metal Contra as Nuvens - Legião Urbana

quarta-feira, 19 de setembro de 2012 0 comentários

Renato idealiza e imagina o Brasil fazendo uma analogia entre nosso país e a Europa medieval, ele sempre cita em muitas de suas músicas como o tempo passa e tudo leva embora. Leva a juventude, a beleza, as pessoas.
Ex: Pais e filhos, Tempo Perdido, La Nuova Gioventú.
Por isso ele canta: " Tudo passa, tudo passará" fazendo alusão a canção de Nelson Ned
Entre essas analogias, Renato Russo assumiu que a letra fala de uma época durante o mandato de Collor, quando os direitos autorais das canções ficavam presos e como a Legião Urbana  fazia poucos shows, a banda ficou durante muito tempo sem receber dinheiro, indignação esta expressa nos versos:
"Quase acreditei na sua promessa/ E o que vejo é fome e destruição" "E há quem se alimente do que é roubo/ Mas vou guardar o meu tesouro/ caso você esteja mentindo"
Em uma passagem canta: "Eu Sou metal - raio, relâmpago e trovão/ Eu Sou metal, eu sou o ouro em seu brasão"
O Ouro é um dos poucos metais que não oxidam. É praticamente eterno. Renato tinha medo da morte, por isso ele gostaria de ser como o ouro. - mas embora tudo isso a canção consegue envolver situações interpessoais o que traz muita identificação com a pessoa humana.



Metal Contra As Nuvens
Legião Urbana


I

Não sou escravo de ninguém
Ninguém, senhor do meu domínio
Sei o que devo defender
E, por valor eu tenho
E temo o que agora se desfaz.

Viajamos sete léguas
Por entre abismos e florestas
Por Deus nunca me vi tão só
É a própria fé o que destrói
Estes são dias desleais.

Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão
Eu sou metal, eu sou o ouro em seu brasão
Eu sou metal, me sabe o sopro do dragão.

Reconheço meu pesar
Quando tudo é traição,
O que venho encontrar
É a virtude em outras mãos.

Minha terra é a terra que é minha
E sempre será
Minha terra tem a lua, tem estrelas
E sempre terá.

II

Quase acreditei na sua promessa
E o que vejo é fome e destruição
Perdi a minha sela e a minha espada
Perdi o meu castelo e minha princesa.

Quase acreditei, quase acreditei

E, por honra, se existir verdade
Existem os tolos e existe o ladrão
E há quem se alimente do que é roubo
Mas vou guardar o meu tesouro
Caso você esteja mentindo.

Olha o sopro do dragão...

III

É a verdade o que assombra
O descaso que condena,
A estupidez, o que destrói
Eu vejo tudo que se foi
E o que não existe mais

Tenho os sentidos já dormentes,
O corpo quer, a alma entende.
Esta é a terra-de-ninguém
Sei que devo resistir
Eu quero a espada em minhas mãos.

Eu sou metal, raio, relâmpago e trovão
Eu sou metal, eu sou o ouro em seu brasão
Eu sou metal, me sabe o sopro do dragão.

Não me entrego sem lutar
Tenho, ainda, coração
Não aprendi a me render
Que caia o inimigo então.

IV

- Tudo passa, tudo passará...

E nossa história não estará pelo avesso
Assim, sem final feliz.
Teremos coisas bonitas pra contar.

E até lá, vamos viver
Temos muito ainda por fazer
Não olhe pra trás
Apenas começamos.
O mundo começa agora
Apenas começamos.

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