Página Virada.

domingo, 3 de março de 2013 0 comentários



Reinvento minhas desculpas,
Assumindo uma conduta ilegal para o amor.
Ressuscito minhas quimeras
Pra culpar algumas delas do sonho que não chegou
Sei que em minha inconstância
Te deixei feito criança iludida em paixão
E em todas minhas crises, devaneios, os deslizes
E a falta de razão
Foi o meu relicário também meu maior pecado
Sem te possuir, te perder
E o tempo já vivido é um rio
É um rio que não volta
Posto, o tempo é um menino
Que se volta ao passado e veja a porta
Sei que fui o inconsequente, o incorreto, o imprudente
Deixando as brigas pra depois
Os desejos do passado, nossos erros consumados
Cicatrizes em nós dois
Os seus olhos são a tela
Um cenário de novela
Reprisando o que foi nós
Minha força de mocinho
Seu herói comprometido
E um amante sem pudor
Se sentia tão madura,
Protegida e tão segura
Nos braços de seu algoz
Peço que venha de volta, volta
Trazendo nada, pra não ficar
Não reabra essa porta
Apenas volta 
Pra tirar as suas marcas.


Sei que fui o inconsequente, o incorreto, o imprudente
Deixando as brigas pra depois
Os desejos do passado, nossos erros consumados
Cicatrizes em nós dois

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